jueves, 4 de marzo de 2010
Cacerolada
jueves, 22 de octubre de 2009
La hora perdida
Este acontecimiento tiene su origen en la idea de ahorro energético y es tan común en los países alejados del ecuador que nadie se lo cuestiona. Nadie menos los argentinos, claro.
Resulta que ese temido fin de semana que parece que se esfuma a a falta de una hora de sueño debía haber sido el fin de semana pasado: en la madrugada del sábado al domingo a las 2 serán las 3. Pero el viernes el Estado de la Nación Argentina amaneció con un debate interno sobre si modificar la hora o no. 17 de las 23 provincias se manifestaron en contra y solo una a favor. Argumentaban desajustes horarios comerciales que afectaban al turismo y, en segundo lugar, a habitantes de ciertas regiones en las que solo oscurecía a las 12 de la noche.
Es que, en un país de semejantes dimensiones coinciden tres husos horarios, pero por ley están unificados a un solo huso:
"...ley nacional 26.350: fija el huso horario tres (-3) horas al Oeste del meridiano de Greenwich para el invierno; y el dos (-2) para el verano. El artículo 4º de esa ley dice que "el Poder Ejecutivo fijará (por decreto) anualmente la fecha de inicio y finalización del período estival que corresponda..."
Bueno, pues este año, por decreto, no hay cambio horario. El gobierno escuchó las peticiones de sus ciudadanos y decidió que no se adelantaban los relojes. Salió a mención una vez que en mil novecientos ochentayalgo se cambio el horario y luego no se devolvió y que por eso, ahora, se ajustaba. Después de más de veinte años de desajuste los engranajes de los relojes pueden volver a funcionar correctamente.
Pero sigue habiendo algo de extraño. Según Greenwich deberíamos estar a -2h en verano y a -3 en invierno. Hago un test empírico: llamo a mi madre -sita en el meridiano 0, igual que Greenwich- y le pregunto qué hora es. Actualmente estamos a -5 horas (se puede comprobar en los relojes a la derecha de la página un poquito más abajo).
...
Argentina.
viernes, 11 de septiembre de 2009
martes, 7 de octubre de 2008
Artes na Comunidade
martes, 9 de septiembre de 2008
Descubriendo Historia
Olvidada en la memoria colonial, São Luiz se define con vertiginosas subidas irregulares descendientes en escaleras de empedrado, subrayando recuerdos del Bairro Alto. Las casas, de azulejo lusitano importado, aguantan al sol con el ogullo de quién tiene muchas cosas que contar, mostrando que el tiempo sí pasó por aquí.
Llegan canoas de camarón al mercado, vuelan cometas de ilusiones infantiles, reagge y samba cantan en las ventanas mientras, a las noches, partidos de futbol de pies descalzos ambientan cervezas, conversas y namoros. Descansamos un rato en las nubes. Una batalla sin bandos ni enemigos recuerda que todos somos descendientes de la historia y que hoy nadie es culpable por ella.
jueves, 17 de julio de 2008
Mulher Vaca (II)
A mulher vaca é, talvez, o elemento espiritual mais importante da cultura das tribus indígenas do interior selvático. Dentro das crenças de uma religião que adora a natureza, idolatra os animais e reza ao Sol e à chuva, a vaca converte-se em símbolo de prosperidade, riqueza, amor e tranquilidade. As vacas não são adoradas tal como na Índia, mas igualmente gozam de privilégios no acto de serem alimentadas e cuidadas, são idolatradas e sacrificadas em datas chave para honrar aos deuses, para pedir a chuva ou em honra das festas da “comida de iniciação”.
Para os indígenas a mulher é o elemento mais importante da família, pois é ela que tem o poder criativo aplicado à terra, cuidando da família e educando o próximo no seio das suas comunidades. Como tal, o homem deve sempre cuidar e honrar a mulher da melhor maneira possível fornecendo-lhe alimentos, segurança e amor ao núcleo familiar.
As pessoas comentam que, quando numa família feliz morre a mulher, esta converte-se em mulher vaca, o espírito idolatrado que tem a função de iniciar os mais jovens no caminho da maturidade.
Quando um jovem cumpre a idade de 16 anos, para os restantes elementos da tribo, está em condições de demonstrar que é capaz da sua transformação e salto à idade adulta. Para tal, a sua mãe cozinha carne de vaca e leite, substratos de uma grande comemoração num churrasco familiar ao qual se junta a comunidade mais próxima ao redor desse jovem. Depois de três dias de comemoração à volta da mesa, o jovem parte ao pôr do Sol para a montanha. Percorre cidades, planícies sem gente, dunas debaixo de Sol, convive com outros povos e animais até chegar à montanha onde deverá finalmente enfrentar-se diante da solidão e dos ensinamentos da grande Natureza.
Dizem que quando a Natureza julga que o jovem se encontra preparado envia uma mulher vaca ao seu encontro. Ela chegará pela noite durante o seu sono, segura-lhe na mão e leva-o a passear. Conversam, sobre o grande olhar das estrelas, de respeito, igualdade, humildade, fraternidade e liberdade. Mostra-lhe que no grande manto do céu existem simbolos cada um com a função de o recordar e lembrar durante a sua vida, dos grandes ensinamentos pelos quais passou. Ao regressarem ao local onde descansava, ela segreda-lhe ao ouvido os segredos para a prosperidade, o caminho para a busca de uma companheira e a chave para a felicidade compartida no seio de uma união sem tabús, sem agressividade, com amor e imaginação.
No dia seguinte, ao acordar, o jovem e menino converte-se em homem. Acordado de um sonho profundo, daqueles em que perde a noção da sua ou não realidade, sentirá força e segurança em si mesmo. O agora homem sentirá em si a calma e a paz para decisões importantes, e sentirá que é o momento de iniciar o seu caminho de volta a casa e ao seio familiar e dai à constituição da sua própria família.
martes, 8 de julio de 2008
Luces, camara y batalla
viernes, 4 de julio de 2008
jueves, 26 de junio de 2008
Assobiadores e Gritadores

A lua veste-se de galas e leva o seu comprido colar de diamantes. Nos seus pés o dourado pó de areia torna-se cinza na noite e cedo desprende o calor acumulado durante o dia. Não há mais luz do que os olhos que ao meu lado deixam passar os minutos contemplando a beleza da calma. O vento acaricia o lombo das dunas num envolvente som que parece transmitir mais alguma coisa. Ssshhiiiiiiiihh... e faz lembrar o barulho dos lábios entreabertos. Eolo vai ganhando força e parece que transporta o grito surdo do sofrimento eterno, a alma penada que, por perder a Fé, está obrigada a vaguear para sempre no labirinto que é a noite no dunar. Os gritos de angústia confundem-se entre a carícia do vento e o poder da imaginação: “homem que matou homem” carrega a sua alma nas costas, para toda a morte...e esse é o seu fardo até ao arrependimento. Assobiadores e Gritadores; ninguém os vê, mas o povo escuta e comenta. Se fosse eu também não queria ver.
martes, 24 de junio de 2008
PIES CON MEMBRANA
Cruzamos el río en canoa y las aguas nos cuentan historias de negociantes, contrabandistas, tráfico de esclavos y batallas de resistencia indígena contra portugueses y franceses. En las ondas del río Iguaraçú, el afluente que abraza Ilha Grande por la costa este, aparecen dibujadas siluetas de extintos indios nadadores que se mantuvieron invictos. Los Tremembés eran audaces y hábiles, apodados peces racionales, y temidos por los intrépidos que osaron navegar estas aguas. Imposibles de vencer llegaron a un acuerdo y los Tremembés cedieron sus terrenos en un trueque que la historia olvidó registrar. Los temibles peces desaparecieron sin más, ¿o se escondieron? Hay quien cuenta que las noches sin luna, los indios vuelven a tierra avalados por la oscuridad absoluta, posando sus pies membranosos en tierra firme para buscar alimentos que no se encuentran en los manglares en los que se esconden.






